segunda-feira, 20 de julho de 2015

Ideias (mais ou menos) descabidas - parte IX.


« (...) Falámos – ele mais do que eu – durante horas e quando nos despedimos (a muito custo, pois nenhum de nós queria realmente acabar com aquele encontro), o Luís arranjou maneira de me tocar – sabia que o queria fazer desde que nos tínhamos cumprimentado à chegada – e de ficar o mais próximo possível. Olhou-me nos olhos o tempo suficiente para que voltassem a nascer borboletas no meu estômago e quando eu pensei que me ia beijar – e tive a sensação de que ia entrar em pânico –, ele sorriu e abraçou-me; abraçou-me o tempo suficiente para me sentir – finalmente – segura e, enquanto me devolvia do seu abraço, sussurrou ao meu ouvido que tínhamos todo o tempo do mundo. E virou costas para seguir o seu caminho de volta a casa, enquanto eu fiquei completamente imóvel a tentar perceber o que tinha acabado de acontecer. Não consegui evitar o sorriso enquanto pensava que algumas pessoas tinham, mesmo, que fazer parte da nossa vida – o Luís era, sem dúvida nenhuma, uma delas.»
Dream cate

4 comentários :

  1. Maravilhoso *.* é verdade, há pessoas que têm mesmo que fazer parte da nossa vida, por essa sensibilidade fantástica que as rodeia e que as faz agir por inteiro.

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  2. r: Pois é :) além de original, é bastante descontraída

    Não tens que agradecer, é de coração*

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