segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ideias (mais ou menos) descabidas - parte VII.


« (...) E foi então que percebi que não fazia a mínima ideia do que iria acontecer a todo este amor que – ainda – tinha dentro de mim. Se por um lado queria esquecer-te já hoje para não ter que sentir a esmagadora tristeza de não estares aqui, por outro sabia que isso não iria acontecer – nem o desejava realmente – e que ficarias sempre comigo.
E as tuas borboletas, ficariam para sempre comigo? Ou morreriam contigo, dentro de mim? Será que algum dia, daqui para a frente, voltarei a senti-las bater as asas com tanta força como quando estavas aqui? Tenho feito estas perguntas tantas vezes (a mim própria) que chego a questionar a minha (in)sanidade mental. E depois parece-me quase despropositado preocupar-me tanto com isto: com esta sensação de leveza – como se andássemos sobre nuvens – que sempre me fizeste sentir desde o primeiro ao último olhar; no meio de toda esta dor, questiono muitas vezes se estou a enlouquecer porque não me parece normal passar os dias de olhos fechados a tentar recriar – na minha cabeça – todas as situações em que as tuas borboletas dançavam felizes dentro de mim.
Mas talvez isto não seja mais do que a soma daquilo que fomos: um turbilhão de emoções que tantas vezes não conseguimos explicar e de sentimentos desenfreados que nunca foram suficientes (...).» 
Dream cate

6 comentários :

  1. Escreves tão bem, devias enviar para um editora :)

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  2. R : E acho muito bem em andares a tratar disso, porque é um crime não publicares isso :)

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  3. E lá estou eu, outra vez... rendida aos teus textos. O que o Amor nos faz :)

    Beijinho**

    http://www.brunadiogosantos.blogspot.pt *

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  4. 'E as tuas borboletas, ficariam para sempre comigo? Ou morreriam contigo, dentro de mim?' Fantástica esta frase. Beijinho

    http://giselapascoal.blogspot.pt/

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  5. Absolutamente deslumbrante!
    Tentamos sempre recriar aquilo que nos faz falta, talvez sintamos que colmata as saudades

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  6. Que texto lindo! O amor é assim, tem a capacidade de nos colocar perante questões sobre a nossa sanidade mental!

    R: Ah essa é boa, esqueci-me completamente

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